“Eu sinto falta. Nossa, eu sinto muita falta. Eu sinto saudades, eu sinto nostalgias. Eu juro que queria de volta. Juro que ainda amo, que ainda desejo. Eu quero perto, quero junto. Eu quero de novo. Aqui, comigo. Eu sinto falta e isso dói. Eu queria muito tudo aquilo de volta. Mas eu não peço pra voltar. Não mesmo. Eu sofro de saudades, mas pedir pra voltar eu não peço.
—
Mas… seria bom se voltasse sem pedir. (d-esapega)
“Tô com vontade de te encher de beijos.
“– Como você consegue?
– Consigo o que?
– Ser forte o tempo todo.
– É simples.
– E…
– Fingindo.
– Mas porque fingir?
– Porque demonstrar?
– Porque quem sabe alguém te ajude.
– “Quem sabe” é muito relativo.
– Você tem que tentar.
– Já tentei. E tentei de novo várias vezes depois.
– Tenta de novo.
– Cansa.
– Você não pode desistir.
– Não desisti. Apenas concordei com o fato de que insistir no erro é burrice.
– Você sempre me pareceu ser tão forte. Parecia-me até que nada te abatia.
– Pra você ver como aprendi bem.
– Aprendeu o que?
– Oras do que estamos falando mesmo? A cantar que não foi.
– Refere-se a fingir?
– Óbvio.
– Bom pelo menos agora essa tua ironia tem explicação.
– E qual seria?
– Você a usa para disfarçar a dor.